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Accor inova e começa a alugar quartos de hotéis para pessoas trabalharem em silêncio

- O objetivo é atender os clientes que estão em teletrabalho e precisam de um local silencioso para se concentrar



O setor de turismo foi um dos mais afetados durante a pandemia do Covid-19. Com isso rede hoteleiras de todo mundo estão pensando em soluções inovadoras e rentáveis para não fechar as portas.


Para sobreviver diante deste novo cenário, a rede Accor lançou o serviço room-office em 23 hotéis na Grande São Paulo e será estendido para a América Latina nas próximas semanas. O objetivo é atender os clientes que estão em teletrabalho e precisam de um local silencioso para se concentrar. 


"Estamos numa situação preocupante e difícil por conta da Covid-19. Muitas vezes não é fácil focar nas tarefas trabalhando de casa. Por isso, lançamos esse sistema diferente e inovador", diz Olivier Hick, COO das marcas midscale e econômicas da Accor no Brasil. 


Para atender a essa demanda os quartos foram adaptados. Como por exemplo aos invés de camas existem mesas e cadeiras o que fazem o quarto se parecer a um aconchegante escritório. Os usuários poderão reservar o espaço para até duas pessoas no período de uso das 8h às 20h.


O valor da reserva paraday use ― modalidade de hospedagem por apenas um dia, sem pernoite ― varia entre R$ 99 e R$ 220. No entanto, pacotes semanais e mensais também estão disponíveis. O preço varia de R$ 624 a R$ 4.950, dependendo da categoria escolhida.


Estão inclusos no pacote: água, café, chá e internet de alta velocidade. Se necessário, o usuário também poderá solicitar equipamentos para reuniões online, como monitores, utensílios de áudio e vídeo e impressão de documentos. O hóspede também poderá tomar banho sem custo adicional. 


Para cuidar da saúde dos usuários os escritórios são higienizados, evitando assim a disseminação do vírus.


Até o momento, quarenta reservas foram feitas. No entanto, o objetivo não é mudar o modelo de negócio, mas sobreviver durante a crise causada pela Covid-19. Segundo Hick, não existe uma estimativa de quantos clientes vão aderir ao room-office. "Nosso negócio claramente é hotel, mas ainda é cedo para avaliar o percentual de clientes", diz. 




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Fonte: Época Negócios

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